{"id":5220,"date":"2020-04-16T13:10:45","date_gmt":"2020-04-16T16:10:45","guid":{"rendered":"http:\/\/torredebabel.com.br\/site\/?p=5220"},"modified":"2020-04-16T13:15:48","modified_gmt":"2020-04-16T16:15:48","slug":"o-escritor-que-amava-a-lingua-portuguesa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/torredebabel.com.br\/site\/o-escritor-que-amava-a-lingua-portuguesa\/","title":{"rendered":"O ESCRITOR QUE AMAVA A L\u00cdNGUA PORTUGUESA"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" width=\"800\" height=\"533\" src=\"http:\/\/torredebabel.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Rubem-Fonseca.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5221\" srcset=\"https:\/\/torredebabel.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Rubem-Fonseca.jpeg 800w, https:\/\/torredebabel.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Rubem-Fonseca-300x200.jpeg 300w, https:\/\/torredebabel.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Rubem-Fonseca-768x512.jpeg 768w, https:\/\/torredebabel.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Rubem-Fonseca-270x180.jpeg 270w, https:\/\/torredebabel.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Rubem-Fonseca-600x400.jpeg 600w, https:\/\/torredebabel.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Rubem-Fonseca-799x532.jpeg 799w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p><strong>O escritor brasileiro Rubem Fonseca, que morreu em 15\/4, aos 94 anos, no Rio de Janeiro, amava a l\u00edngua portuguesa, uma l\u00edngua que considerava \u201clind\u00edssima\u201d, capaz de \u201cdurar pela eternidade\u201d, como disse em 2012, na P\u00f3voa de Varzim.<\/strong><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Na altura, Rubem Fonseca recebia o Pr\u00e9mio Correntes d`Escritas, do festival liter\u00e1rio organizado pelo munic\u00edpio. Na sua interven\u00e7\u00e3o, evocou Cam\u00f5es, recordou o soneto \u201cBusca amor novas artes, novo engenho\u201d, e pediu ao p\u00fablico, que inclu\u00eda alunos do concelho, para ler o poeta: \u201cLeiam Cam\u00f5es, ouviram meninos? Voc\u00eas a\u00ed, leiam Cam\u00f5es\u201d, pediu, antes de partir com um grande \u201cViva a l\u00edngua portuguesa!\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Autor de livros como \u201cO Caso Morel\u201d (1973), \u201cFeliz Ano Novo\u201d (1976) e \u201cA Grande Arte\u201d (1983), repetidamente distinguido com os principais pr\u00e9mios liter\u00e1rios da l\u00edngua portuguesa, Jos\u00e9 Rubem Fonseca nasceu em Juiz de Fora, no Estado de Minas Gerais, no Brasil, em 11 de maio de 1925, numa fam\u00edlia oriunda de Tr\u00e1s-os-Montes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm casa fal\u00e1vamos portugu\u00eas, minha m\u00e3e s\u00f3 cozinhava comida portuguesa e a biblioteca do meu pai era s\u00f3 de autores portugueses\u201d, disse, durante a sua visita a Portugal, em 2012.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi nesta biblioteca que tomou o primeiro contacto com escritores como Lu\u00eds de Cam\u00f5es, Camilo Castelo Branco, E\u00e7a de Queir\u00f3s e Guerra Junqueiro, o favorito de seu pai, lembrou ent\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Formado em Direito, come\u00e7ou a escrever aos 17 anos, mas antes da estreia, em 1963, com a publica\u00e7\u00e3o do livro de contos \u201cOs Prisioneiros\u201d, construiu uma carreira de seis anos na pol\u00edcia civil, no Rio de Janeiro, como comiss\u00e1rio e especialista em psicologia criminal.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao primeiro t\u00edtulo sucederam \u201cA Coleira do C\u00e3o\u201d (1965) e \u201cL\u00facia McCartney\u201d (1967), firmando desde logo o nome do autor, que a cr\u00edtica apontou como \u201co maior contista brasileiro da segunda metade do s\u00e9culo XX\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCarne crua\u201d, o seu mais recente livro de contos, foi editado no final de 2018.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi distinguido em 2003 com o Pr\u00e9mio Cam\u00f5es, o mais importante pr\u00e9mio liter\u00e1rio da l\u00edngua portuguesa, e recebeu tamb\u00e9m, por seis vezes, o Pr\u00e9mio Jabuti, o principal galard\u00e3o da literatura, no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2015 a Academia Brasileira de Letras deu-lhe o Pr\u00e9mio Machado de Assis pelo conjunto da sua obra.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2012, al\u00e9m do Pr\u00e9mio Correntes d`Escritas, na P\u00f3voa de Varzim, recebeu a Medalha de M\u00e9rito Cultural, da ent\u00e3o secretaria de Estado da Cultura, do Governo portugu\u00eas, e a Medalha de M\u00e9rito Municipal Grau Ouro, da C\u00e2mara de Lisboa.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre outros galard\u00f5es, recebeu ainda o Pr\u00e9mio Iberoamericano de Narrativa Manuel Rojas e o Pr\u00e9mio Rosal\u00eda de Castro para a l\u00edngua portuguesa, do Pen Club da Galiza.<\/p>\n\n\n\n<p>Avesso a entrevistas, adorava o anonimato e era descrito por amigos como uma pessoa simples, af\u00e1vel e de \u00f3timo humor, como recordam os seus editores.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de \u201cL\u00facia McCartney\u201d, que lhe valeu o primeiro Pr\u00e9mio Jabuti, seria a vez de \u201cO Homem de Fevereiro ou Mar\u00e7o\u201d (1973), do seu primeiro romance, \u201cO Caso Morel\u201d (1973), e de uma nova colet\u00e2nea de contos, \u201cFeliz Ano Novo\u201d (1975), livro proibido pela ditadura militar do Brasil (1964-1985), por o considerar \u201ccontr\u00e1rio \u00e0 moral e aos bons costumes\u201d, segundo auto lavrado pela Divis\u00e3o de Seguran\u00e7a e Informa\u00e7\u00f5es do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>No in\u00edcio deste ano, quando o estado brasileiro da Rond\u00f3nia, onde Jair Bolsonaro conseguira uma das maiores vota\u00e7\u00f5es, tentou proibir 43 obras liter\u00e1rias nas escolas, e emitiu uma ordem para a sua recolha, a lista inclu\u00eda 19 t\u00edtulos de Rubem Fonseca, a par de autores como Nelson Rodrigues, Machado de Assis, Edgar Allan Poe ou Franz Kafka.<\/p>\n\n\n\n<p>Rubem Fonseca marcou a literatura com narrativas que retratam a vida na grande cidade, sem hesitar perante situa\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia. Os temas policiais est\u00e3o no centro das suas hist\u00f3rias, cruzando criminosos, prostitutas e um mundo marginal e obscuro.<\/p>\n\n\n\n<p>A experi\u00eancia na pol\u00edcia do Rio de Janeiro sublinha as carater\u00edsticas realistas da obra e a import\u00e2ncia da oralidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O cr\u00edtico e historiador da literatura brasileira Alfredo Bosi, ex-professor da Universidade de S\u00e3o Paulo, deu ao estilo de Rubem Fonseca o nome de `brutalismo`, e atribui-lhe a origem do movimento liter\u00e1rio, com o seu \u201cestilo \u00e1spero e sem rodeios para falar de viol\u00eancia, sensualidade e solid\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O mesmo estilo que o atual primeiro-ministro portugu\u00eas, Ant\u00f3nio Costa, reconheceu, quando homenageou o escritor na c\u00e2mara de Lisboa, em 2012: \u201cRubem Fonseca (\u2026) recorre \u00e0s hist\u00f3rias e \u00e0 realidade urbana para registar e `desocultar` dramas numa constru\u00e7\u00e3o feita de intelig\u00eancia, crueza, oralidade e de um humor que nos desarma e nos estimula o sentido cr\u00edtico\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Anos antes, quando o Pr\u00e9mio Cam\u00f5es distinguiu Rubem Fonseca, M\u00e1rio Soares elogiou-lhe \u201ca lucidez e a arg\u00facia\u201d, \u201ca prosa muito \u00e1gil, direta e seca\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O editor da Sextante, Jo\u00e3o Duarte Rodrigues, destacou hoje, no autor, as \u201cpalavras precisas e s\u00f3brias\u201d que \u201cnarram hist\u00f3rias duras, impiedosas para os falsos e os corruptos, onde a morte \u00e9 sempre derrotada pela ironia e pela cultura\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de \u201cO Caso Morel\u201d, Rubem Fonseca voltou ao romance em 1983, com \u201cA Grande Arte\u201d, novo Pr\u00e9mio Jabuti. No relato longo sucedem-se ent\u00e3o \u201cBufo &amp; Spallanzani\u201d (1986), \u201cVastas Emo\u00e7\u00f5es e Pensamentos Imperfeitos\u201d (1988), \u201cAgosto\u201d (1990), \u201cE do meio do mundo prostituto s\u00f3 amores guardei ao meu charuto\u201d (1997), \u201cDi\u00e1rio de um Fescenino\u201d (2003), \u201cMandrake, a B\u00edblia e a Bengala\u201d (2005), em que retoma o seu inspetor, \u201cO seminarista\u201d (2009), \u201cJos\u00e9\u201d (2011), uma mem\u00f3ria da sua inf\u00e2ncia e juventude.<\/p>\n\n\n\n<p>No romance h\u00e1 ainda \u201cO Doente Moli\u00e8re\u201d (2000), que ficciona a morte do dramaturgo franc\u00eas, por envenenamento, e \u201cO Selvagem da \u00d3pera\u201d (1994), sobre o compositor Ant\u00f4nio Carlos Gomes.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas \u00e9 sempre o relato curto, o conto, que se eleva no percurso de Rubem Fonseca: \u201cO Cobrador\u201d (1979), \u201cRomance Negro e Outras Hist\u00f3rias\u201d (1992), \u201cO Buraco na Parede\u201d (1995), \u201cHist\u00f3rias de Amor\u201d (1997), \u201cA Confraria dos Espadas\u201d (1998), \u201cSecre\u00e7\u00f5es, Excre\u00e7\u00f5es e Desatinos\u201d (2001), \u201cPequenas Criaturas\u201d (2002), \u201cEla e Outras Mulheres\u201d (2006), \u201cAxilas e Outras Hist\u00f3rias Indecorosas\u201d (2011), \u201cAm\u00e1lgama\u201d (2013, \u201cHist\u00f3rias Curtas\u201d (2015), \u201cCalibre 22\u201d (2017), \u201cCarne Crua\u201d (2018).<\/p>\n\n\n\n<p>A uma colet\u00e2nea de cr\u00f3nicas, publicada em 2007, deu o t\u00edtulo \u201cO Romance Morreu\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A sua obra encontra-se publicada em mais de uma dezena de l\u00ednguas, na Am\u00e9rica Latina, na Europa e nos Estados Unidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Quase todos os seus t\u00edtulos foram editados em Portugal, ao longo dos anos, por editoras como a Contexto, Asa, D. Quixote, Edi\u00e7\u00f5es 70 e Campo das Letras. Para o primeiro trimestre deste ano, antes de declarada a pandemia da covid-19, a Sextante, que tomou a obra do escritor na \u00faltima d\u00e9cada, anunciara a publica\u00e7\u00e3o de \u201cO Doente Moli\u00e8re\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2018, o primeiro romance do escritor, \u201cO Caso Morel\u201d, foi adaptado a televis\u00e3o por Suzana Amaral, que assinou o argumento com Patr\u00edcia Melo.<\/p>\n\n\n\n<p>Muitos dos seus contos deram origem a filmes e `seriados`, como o seu inspetor Mandrake, que o seu filho Jos\u00e9 Henrique Fonseca levou para a televis\u00e3o brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAxilas\u201d, a derradeira longa-metragem de Jos\u00e9 Fonseca e Costa, rodada em 2014, parte de um curto relato de Rubem Fonseca. E a \u00f3pera \u201cO Jardim\u201d, de Tiago Cabrita, estreada em 2018, no Pal\u00e1cio da Ajuda, em Lisboa, \u00e9 inspirada no conto \u201cHenri\u201d, do escritor.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cUm escritor tem de ser obrigatoriamente louco\u201d, disse na P\u00f3voa de Varzim, quando recebeu o Pr\u00e9mio Correntes d`Escritas \u2013 Casino da P\u00f3voa. Essa \u00e9 a primeira das caracter\u00edsticas de um escritor, afirmou. E \u201c\u00e9 obrigat\u00f3ria\u201d, garantiu.<\/p>\n\n\n\n<p>Tem tamb\u00e9m de ser \u201calfabetizado, mas n\u00e3o precisa de ser muito\u201d, porque \u201cquem escreve tem de fazer o leitor sentir e ver, para poder entender\u201d. Mas tem de ter \u201cmotiva\u00e7\u00e3o, paci\u00eancia\u201d e \u201cimagina\u00e7\u00e3o\u201d, porque \u00e9 preciso \u201cinventar\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cFlaubert sabia disso: porque \u00e9 que ele passou cinco anos escrevendo aquele `livreco` [`Madame Bovary`] de 200 p\u00e1ginas? Porque ele procurava `le mot juste`, a palavra certa, ele sabia que n\u00e3o existem sin\u00f3nimos. A exist\u00eancia de sin\u00f3nimos \u00e9 `conversa mole p`ra boi`, ouviram?\u201d, disse ent\u00e3o Rubem Fonseca, saudado com gargalhadas e aplausos.<\/p>\n\n\n\n<h5>Fonte:&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.rtp.pt\/noticias\/cultura\/o-escritor-que-amava-a-lingua-portuguesa_n1221167\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">RTP<\/a><\/h5>\n\n\n\n<p><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O escritor brasileiro Rubem Fonseca, que morreu em 15\/4, aos 94 anos, no Rio de Janeiro, amava a l\u00edngua portuguesa, uma l\u00edngua que considerava \u201clind\u00edssima\u201d, capaz de \u201cdurar pela eternidade\u201d, como disse em 2012, na P\u00f3voa de Varzim. 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